segunda-feira, 28 de maio de 2012

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quinta-feira, 3 de maio de 2012


Após 21 dias, professores estaduais da Bahia mantêm greve 
02 de maio de 2012  14h20  atualizado às 18h09

Professores em greve a mais de vinte dias decidiram em assembleia pela continuidade da greve em Salvador. Foto: Lúcio Távora/Futura Press
Professores em greve a mais de vinte dias decidiram em assembleia pela continuidade da greve em Salvador
Foto: Lúcio Távora/Futura Press
LUCAS ESTEVES
Direto de Salvador
Professores da rede estadual de ensino do Estado da Bahia decidiram continuar em greve após assembleia realizada nesta quarta-feira, 2 de abril. O movimento começou no último dia 11 de abril e caminha para alcançar um mês de duração. Cerca de 1,1 milhão de estudantes têm aulas prejudicadas devido à paralisação.
A diretora da APLB Sindicato, Marilene Betros, alega que a culpa pela greve é do governador Jaques Wagner, que não permite o diálogo entre docentes e a gestão pública. Os professores querem reajuste geral para a categoria de 22,22%, mas este percentual foi concedido apenas aos professores de nível médio como correção para o novo piso nacional.
"Nós queremos negociar, estamos dispostos a negociar. O governo não pode ignorar um milhão e cem mil alunos que estão sendo prejudicados pela greve. Portanto, saiba que a conta pelos dias perdidos, pelo prejuízo ao calendário de 200 dias de aula, é sua", disse a professora em recado ao petista. Os docentes estão acampados na Assembleia desde o último dia 13.
Os professores não votaram nenhuma flexibilização em relação às reivindicações desde o início da greve e continuam exigindo que o governo conceda aumento de 22,22% a todos os níveis de docentes. O presidente da APLB, Rui Oliveira, ignorou também o apelo feito pelo secretário de Educação Osvaldo Barreto feito em entrevista na TV Record na manhã desta quarta pelo retorno imediato às aulas. "Como ele pode fazer apelo e cortar salários? O secretário não vai mexer com a nossa dignidade. A greve continua".
O secretário afirmou na TV que a greve dos professores não tem 100% de adesão. Segundo ele, cerca de 500 das 1.450 escolas da Bahia estão funcionando normalmente apesar do movimento grevista e que nenhuma unidade educacional que não está 100% na greve teve corte de ponto dos professores.
Barreto confirmou que o corte de ponto existe para quem está totalmente paralisado e que foi uma estratégia orientada pela Procuradoria Geral do Estado. O secretário aproveitou para fazer um apelo aos docentes para que retornem à sala de aula e garantiu que, com a retomada das aulas, o canal de debate com o Governo do Estado continuará aberto.
"Os professores sabem que a Secretaria de Educação e de Administração e todos os organismos próximos ao gabinete do governador sempre estabeleceram uma atitude de diálogo com os professores. O governador Wagner tem uma atitude de permanente diálogo e eu apelo para que os professores parem a greve. Certamente o dialogo vai continuar", assegurou o dirigente.

PROFESSORES MANTÉM GREVE NA REDE ESTADUAL



Os professores da rede estadual fizeram uma reunião, agora há pouco, na Assembleia Legislativa e decidiram manter a greve que já dura 20 dias. Os professores acusam o governo estadual de descumprir o acordo de reajuste.
O governo alega que, com a mudança do índice do reajuste, determinado pelo Governo Federal, não tem cumprir o acordo, apesar de argumentar que paga o piso nacional para todos os professores. Além da manutenção da greve, os professores fizeram uma manifestação na Assembleia, colocando os nomes dos deputados que votaram a favor do projeto de reajuste do governo em cruzes espalhadas pela Casa legislativa.
   


Greve dos professores continua, diz diretora de sindicato
Manifestantes satirizaram governador | Fotos: Maurício Naiberg / Bahia Notícias
Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (2), os professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) decidiram manter a greve da categoria. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pela diretora da entidade, Elza Melo. “Vamos manter a mobilização, assim como as reuniões zonais para fortalecer o movimento. E a ocupação na Assembleia também continua”, acrescentou.
Na última quinta (26), o governador Jaques Wagner sancionou o projeto de lei que reajusta as remunerações da carreira do magistério público estadual do ensino fundamental e médio, aprovado na terça-feira da semana passada na AL-BA. O petista foi alvo de um protesto debochado dos grevistas, que cantaram durante a manhã "Wagner, traíra, assim você me mata, ai se eu te pego. Traíra, traíra, a greve continua, ai se eu te pego"Com o impasse, a paralisação da categoria já dura 21 dias, período em que mais de 1,2 milhão de alunos seguem sem aulas.